Exploração & Produção

O segmento de negócio de E&P detém os activos de upstream da Galp Energia e é responsável pela supervisão e execução de todas as actividades relacionadas com a exploração, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos. O segmento de negócio E&P também identifica, analisa e promove novas oportunidades de desenvolvimento de projectos upstream. Este segmento desenvolve uma política de investimentos selectiva, orientada sobretudo para a aquisição de participações minoritárias em blocos de elevado potencial, preferencialmente em países de expressão portuguesa como Angola e Brasil. Os negócios são desenvolvidos com parceiros chave da indústria, tais como ENI SpA, Sonangol, Petrobrás, Chevron, Total, Exxon e Devon.

Portfolio

O envolvimento da Galp Energia em projectos upstream data de 1982, em Angola, e 1999, no Brasil. O portfolio de activos upstream é constituído por participações em 6 blocos em Angola e 54 blocos no Brasil. As reservas provadas correspondentes às participações da Galp Energia em 30 de Junho de 2006 eram de 35,6 milhões de barris de petróleo bruto, concentradas no Bloco 14 em Angola. O total de reservas provadas e prováveis ascendia nessa data a 41,4 milhões de barris e a nossa melhor estimativa dos recursos contingentes era de 43,2 milhões de barris.

 Angola

O Bloco 14 em Angola é o único bloco em fase de produção. Em 2005, a participação da Galp Energia na produção do Bloco 14 foi de 1,6 milhões de barris (4,3 mil barris por dia). Com base nas estimativas do operador do Bloco 14 (Chevron), a produção no final de 2006 correspondente à participação da Galp Energia será de aproximadamente 9 mil barris por dia, prevendo-se atingir em 2010 cerca de 25 mil barris por dia. Estas previsões baseiam-se nas estimativas do operador com base no desempenho histórico do bloco, na evolução das curvas de produção e no impacto dos investimentos futuros para manter a produção. O Bloco 14 é constituído por cinco áreas de desenvolvimento declaradas: Kuito; Benguela, Belize, Lobito e Tomboco (“BBLT”); Tombua Landana (“TL”); Negage; e Gabela.

Brasil

A Galp Energia está envolvida em vários projectos de exploração onshore e offshore no Brasil, desde 1999. O Governo Brasileiro concedeu licenças de exploração de petróleo e gás em diversos blocos, em sucessivas rondas de licitação, que tiveram início em 1999. A Galp Energia participou em quatro dessas rondas de licitação (2ª, 3ª, 6ª e 7ª), tendo adquirido direitos num conjunto de 54 blocos de exploração, sempre em parceria com a Petrobrás. Esta parceria com a Petrobrás possibilitou a entrada no mercado upstream brasileiro, tirando partido do seu vasto conhecimento do potencial das áreas, dos seus sólidos conhecimentos técnicos e da sua rede de infra-estruturas locais. A Galp Energia opera 29 dos 44 blocos onshore. Todos os blocos encontram-se em fase preliminar de exploração, excepto o Bloco BM-S-11 (localizado na Bacia de Santos). Em 2006 foi reportada uma descoberta de petróleo neste bloco. Relativamente a todos os restantes poços, a actividade de exploração consiste em estudos geológicos, análises geofísicas e interpretação dos resultados.

Novos Projectos

Os esforços de avaliação de novas oportunidades de Exploração e Produção da Galp Energia estão a ser focalizados em países com elevado potencial de produção. Em Timor Leste, a Galp Energia participou recentemente num concurso para blocos localizados offshore. Embora a Galp Energia não tenha ganho qualquer dos blocos em causa, existe a possibilidade de aquisição à ENI SpA de direitos nalguns desses blocos, após o início dos projectos. Prevê-se que se verifique no Brasil uma nova ronda de licitação para atribuição de licenças de exploração e produção de petróleo e gás natural, no decurso de 2006, estando em avaliação o potencial de hidrocarbonetos dos blocos em oferta, para ser tomada a decisão de participar, ou não, no concurso, sempre em parceria com a Petrobrás. A zona offshore portuguesa contém um potencial de exploração de águas profundas que ainda não foi adequadamente investigado. A Galp Energia solicitou autorização governamental para explorar estas águas.


Informação financeira e operacional seleccionada

O quadro seguinte apresenta informação financeira e operacional seleccionada relativa ao segmento de negócio de E&P, para os períodos indicados:



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(1) O EBITDA é definido como Resultados operacionais adicionados das amortizações e provisões. O EBITDA não é uma medida padrão, pelo que não deverá ser utilizado nas comparações entre empresas. O EBITDA não é uma medida directa de liquidez e deverá ser analisado conjuntamente com os cash flows reais resultantes das actividades operacionais e tendo em conta os compromissos financeiros existentes. O EBITDA pode não ser indicativo dos resultados operacionais históricos, nem pretende prever resultados futuros (vide “Informações financeiras sobre o Activo e o Passivo, a Situação Financeira e os Ganhos e Prejuízos do Emitente”).
(2) O Activo Fixo Líquido inclui o Imobilizado Corpóreo e Incorpóreo Líquidos.
(3) Relativamente às demonstrações financeiras oficiais de 31 de Dezembro de 2003, e para efeitos de comparação de exercícios, foi efectuada uma reclassificação de 54,2 milhões de Euros, do segmento de Refinação e Distribuição para o segmento de E&P, essencialmente relacionada com os blocos 32 e 33.
(4) Resultados Operacionais depois de Impostos dividido pelo Total do Activo Líquido excluindo investimentos financeiros.
(5) Com base na produção do campo Kuito do Bloco 14, com uma densidade média API de 21º
(6) Inclui custos operacionais directamente alocados pelo operador de cada bloco, mas exclui a alocação das depreciações e da provisão de abandono e impostos sobre o rendimento de petróleos em Angola.

Mapa do Site @ Galp Energia 2006