Gás Natural

Na sequência da transferência de Actividades Reguladas para a REN, as actividades do segmento de negócio de Aprovisionamento e Venda de Gás Natural incluem:
(i) o aprovisionamento de gás natural, maioritariamente através de contratos de longo prazo e, embora menos significativamente, através do mercado spot, actividade esta que será realizada pela Transgás;
(ii) o armazenamento subterrâneo de gás natural em Pombal que estará a cargo da Transgás Armazenagem;
(iii) a venda de gás natural aos grandes clientes industriais, às empresas produtoras de electricidade e às distribuidoras de gás natural, realizada pela Transgás Indústria, ao abrigo da licença de comercialização de último recurso; e
(iv) a partir de 1 de Janeiro de 2007 a venda de gás natural a clientes elegíveis pela Transgás no âmbito do mercado liberalizado.

Em 2005, o volume global das vendas de gás natural foi de 4,2 mil milhões de m³, representando um aumento de 5% em relação a 2004. Os principais clientes de gás natural incluem centrais produtoras de electricidade, empresas de distribuição de gás natural e grandes clientes industriais com um consumo anual superior a 2 milhões de m³.

Em 2005, os volumes de vendas agregados do negócio da Distribuição de Gás Natural (incluindo as sociedades nas quais a Galp Energia detém uma participação relevante) atingiram os 478 milhões de m3, registando um aumento de 6% relativamente a 2004. O segmento residencial registou um incremento de 8% nos volumes comercializados em 2004 e o segmento de grandes clientes aumentou 5% face a 2004, apesar do abrandamento registado na economia Portuguesa.

Aprovisionamento de Gás Natural

O aprovisionamento de gás natural, em 2005, foi de 4,5 mil milhões de m³, o que representa um aumento de 12% face a 2004. A estratégia de aprovisionamento da Galp Energia visa satisfazer a procura, sobretudo através da celebração de contratos a longo prazo e, ocasionalmente, de compras no mercado spot. Em 2005, 61% das compras de gás natural tiveram origem na Argélia, sob a forma de gás natural, 37% na Nigéria na forma de gás natural liquefeito, e os restantes 2% foram adquiridos no mercado spot sob a forma de gás natural liquefeito.


Venda de Gás Natural

A Galp Energia vende gás natural a companhias produtoras de electricidade, a distribuidoras de gás natural, que fornecem gás natural aos clientes finais com um consumo anual inferior a 2 milhões de m3, e aos grandes clientes industriais com um consumo de gás natural superior a 2 milhões m3 por ano. Ocasionalmente, também se realizam operações de trading de gás natural. Adicionalmente, foi atribuída à Transgás uma licença de comercialização no mercado liberalizado a clientes elegíveis com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2007.


Descrição dos Activos

A Galp Energia, através da Transgás Armazenagem, detém e explora uma caverna subterrânea em Pombal, com uma capacidade de armazenamento de 35 milhões de m³. Em Setembro de 2006 será iniciada a construção de outra caverna com uma capacidade de armazenamento de 40 milhões de m³, que se espera que inicie a actividade no final de 2009. Adicionalmente, a Empresa, também através da Transgás Armazenagem, beneficia de direitos de utilização do subsolo para a construção de quatro cavernas adicionais, na zona de expansão situada em Pombal. Note-se, porém, que as cavernas de armazenamento subterrâneo de gás natural detidas pela Transgás Armazenagem deverão ser alienadas à REN Armazenagem, nas condições a acordar entre ambas, após esgotada a capacidade de expansão desta, no caso de as mesmas virem a ser consideradas pelo ministro responsável pela área da energia como necessárias ao reforço da capacidade de reservas de segurança. Adicionalmente a Galp Energia detém, através da Transgás, participações minoritárias em três gasodutos internacionais: Gasoducto Al Andalus, Gasoducto de Extremadura e o Gasoduto Europe-Maghreb.

Sistema de Distribuição

O mercado Português de distribuição de gás natural está organizado em seis distribuidoras de gás natural, que operam ao abrigo de contratos de concessão a 35 anos, e quatro unidades autónomas de gás (UAGs), que operam ao abrigo de licenças a 20 anos. Através da subsidiária, detida a 100%, GDPd, a Galp Energia detém uma participação dominante em praticamente todas as distribuidoras de gás natural que abastecem os segmentos residencial, comercial e industrial com uma média de consumo anual inferior a 2 milhões de m3. Em 2005, a GDPd, através da sua participação nestas sociedades (excepto na Portgás, vendida à EDP em Janeiro de 2005), vendeu 478 milhões de m3 de gás natural em Portugal a mais de 738.900 clientes, o que representa uma quota de mercado de aproximadamente 72% do mercado Português.

Cada distribuidora de gás natural detém uma concessão exclusiva de longo prazo para a sua respectiva área de operação. Os contratos de concessão foram atribuídos com a finalidade de desenvolver a distribuição de gás natural nas principais áreas urbanas Portuguesas ligadas à rede de alta pressão. A Beiragás e a Tagusgás têm contratos de concessão que apenas terminam em 2035 e os contratos de concessão das demais distribuidoras de gás natural expiram em 2028. As UAGs foram criadas nas áreas em que a construção da rede de alta pressão não era economicamente viável. As UAGs são abastecidas por camiões-cisterna a partir do terminal de GNL e possuem redes de distribuição regional para o abastecimento dos segmentos residencial, comercial e de pequenos clientes industriais. As UAGs possuem licenças de distribuição semelhantes aos contratos de concessão, mas com um prazo de 20 anos, que expiram entre 2024 e 2026. Tanto as licenças como os contratos de concessão estabelecem o nível de preços e os respectivos mecanismos de revisão.

A rede de distribuição é composta por gasodutos de média pressão que operam a uma pressão máxima de 20 bar. A maior parte destes gasodutos é detida pelas distribuidoras de gás natural, tendo a Transgás, actualmente, uma pequena parcela destes gasodutos. O gás natural é abastecido directamente a partir do sistema de distribuição de média pressão a alguns dos clientes industriais da Transgás e às redes de distribuição de baixa pressão das distribuidoras de gás natural e das UAGs. Estas redes locais operam a baixa pressões (4 bar) e abastecem os segmentos residencial, comercial e industrial.

Informação financeira e operacional seleccionada

O quadro seguinte apresenta informação operacional e financeira seleccionada relativa ao negócio de Aprovisionamento e Venda de Gás Natural, para os períodos indicados:





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(1) Para mais detalhe sobre a informação financeira, vide “Informação Financeira pró-forma”
(2) Estes valores diferem dos valores apresentados nos Relatórios e Contas de 2003 e 2004 (POC), dado que incluem Prestações de Serviços.
(3) O EBITDA é definido como Resultados operacionais adicionados das amortizações e provisões. O EBITDA não é uma medida padrão, pelo que não deverá ser utilizado nas comparações entre empresas. O EBITDA não é uma medida directa de liquidez e deverá ser analisado conjuntamente com os cash flows reais resultantes das actividades operacionais e tendo em conta os compromissos financeiros existentes. O EBITDA pode não ser indicativo dos resultados operacionais históricos, nem pretende prever resultados futuros (vide “Informações financeiras sobre o Activo e o Passivo, a Situação Financeira e os Ganhos e Prejuízos do Emitente”).
(4) O Activo Fixo Líquido inclui o Imobilizado Corpóreo e Incorpóreo Líquido.
(5) Resultados Operacionais depois de impostos/Activo Total Consolidado sem Investimentos Financeiros.



O quadro seguinte fornece informação financeira e operacional seleccionada relativa ao negócio da Distribuição de Gás Natural:



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(1) Estes valores diferem dos valores apresentados nos Relatórios e Contas de 2003 e 2004 (POC), dado que incluem Prestações de Serviços.
(2) O EBITDA é definido como Resultados operacionais adicionados das amortizações e provisões. O EBITDA não é uma medida padrão, pelo que não deverá ser utilizado nas comparações entre empresas. O EBITDA não é uma medida directa de liquidez e deverá ser analisado conjuntamente com os cash flows reais resultantes das actividades operacionais e tendo em conta os compromissos financeiros existentes. O EBITDA pode não ser indicativo dos resultados operacionais históricos, nem pretende prever resultados futuros (vide “Informações financeiras sobre o Activo e o Passivo, a Situação Financeira e os Ganhos e Prejuízos do Emitente”).
(3) Activo Fixo Líquido inclui Imobilizado Corpóreo e Incorpóreo Líquido.
(4) Resultados Operacionais depois de impostos/Activo Total Consolidado sem Investimentos Financeiros.
(5) Inclui vendas de distribuidoras de gás natural nas quais a Galp Energia detém uma participação significativa.
(6) Não inclui a Portgás, vendida à EDP em Janeiro de 2005.
(7) Inclui os clientes das distribuidoras de gás natural nas quais a Galp Energia detém uma participação significativa.


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